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Gnosis? : A gnose develada em Português
  
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 Asunto: Gnosis?
NotaPublicado: Mié Dic 18, 2013 6:04 pm 
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Registrado: Jue Ago 22, 2013 6:29 am
Mensajes: 46
Boa noite!

Caso algum leitor ou inquieto ainda tenha dúvidas quanto a relação entre a gnosis "autêntica", aquilo que na história se conhece como "cristianismo primitivo" e chamada gnosis samaeliana (e aqui não estou dizendo que um ou outra seja certa ou errada), essa entrevista de uma professora da principal universidade brasileira, NÃO deixa dúvidas que essas instituições, com suas burocracias e estruturas são tudo menos "gnósticas":

O começo do cristianismo visto por Marilia Fiorillo

Os primeiros séculos do cristianismo foram marcados pela disputa entre diversos grupos com interpretações diferentes sobre o significado dos ensinamentos de Jesus. Com o crescimento na religião, o racha nas interpretações logo virou uma briga por poder. No recém-lançado "O Deus exilado" (Civilização Brasileira), a professora da USP Marilia Fiorillo conta a história dos perdedores dessa briga, os chamados grupos gnósticos. Como ela explica nesta entrevista ao blog, são grupos que tinham em comum a valorização do conhecimento como caminho para a salvação, e assim, em contraste com os extremismos atuais, procuravam "conciliar o ímpeto pelo sagrado com a autonomia e liberdade de cada indivíduo".

Quando e em que circunstâncias surgem os primeiros movimentos gnósticos?

Falar em gnosticismo é o mesmo que falar em cristianismo primitivo, pois os cristãos gnósticos surgem com os primeiros grupos de seguidores de Jesus, já em finais do século I , e são praticamente os primeiros e únicos no Egito e na Síria oriental (que, com Antioquia e Roma, eram as metrópoles da nova religião), até o século IV. Isto ficou comprovado pela descoberta recente dos manuscritos de Nag Hammadi, e dos Evangelhos de Maria e de Judas, que, apesar de encontrados em locais diferentes, fazem parte de uma mesma "biblioteca" gnóstica, isto é, trazem uma versão própria e diferente do que as comunidades então acreditavam ter sido a mensagem do fundador Jesus.

Pode-se dizer que este livro trata de uma revisão histórica, ao dar voz aos perdedores da primeira batalha dentro do cristianismo, revelando fatos e ideários que não foram registrados na história oficial da Igreja. Esta, aliás, os combateu desde o princípio, e os derrotou de vez assim que a facção de Roma -a dos futuros católicos- ganhou a simpatia do imperador Constantino e se tornou a religião oficial do império romano.

A descoberta de um rico e vasto material sobre as comunidades gnósticas permitiu a divulgação, e reinterpretação, de uma outra versão sobre os primórdios do cristianismo. È interessante como esta questão das versões é atualíssima, e está em pauta, por exemplo, no principal episódio de política internacional que ocupou as manchetes nos últimos dias: os acontecimentos dramáticos que têm ocorrido na Faixa de Gaza. A versão oficial de Israel é a da legítima defesa; a versão de vários governos tem sido a de que se trata de um ataque desproporcional; já a versão do comissariado de direitos humanos da ONU, da Cruz Vermelha, da Anistia Internacional, da Human Rights Watch e de outras organizações humanitárias , após a divulgação dos últimos acontecimentos, é a de que se trata de um crime de guerra. A perseguição aos gnósticos foi brandíssima, mesmo tímida, se comparada ao atual massacre da população civil palestina. Mas em ambos os casos a história acaba se tornando a versão daquele que vence, daquele que ficou, ou ficará, para contá-la com autoridade ou legitimidade.


Quais são as principais questões que mobilizam seus integrantes, e quais os principais ramos que se desenvolvem?

Uma das principais características do gnosticismo é sua pluralidade. Eles divergem dos ortodoxos - aqui entendidos como os futuros católicos, "futuros" pois, até o século IV, ninguém poderia dizer ao certo quem era "orto", isto é, "reto", e quem era "hetero", isto é "diferente", pois as doxas (isto é, opiniões, no caso sobre o cristianismo) se equilibravam em número de adesões, importância e popularidade. Isto fica claro quando lembramos que dois dos expoentes gnósticos do século II, Valentino e Marcion, concorreram ao mais alto cargo de bispo inclusive em terreno alheio, isto é, Roma.

Assim, os gnósticos divergem mesmo entre si, e muito: há os que acham que a ressurreição foi só simbólica (os docéticos) e os que crêem que foi real, material; há aqueles simpáticos a certas passagens da Torá hebraica e os que a repudiam veementemente; os que acham que Jesus era um sábio, ou um anjo, ou um mestre ou a própria divindade.

Neste oceano de divergências compartilhadas eles têm, porém, três princípios em comum: 1) o de que o caminho para a salvação se faz pela gnose, ou conhecimento direto e individual de Deus, e não pela fé em algo transmitido por terceiros; 2) a idéia de que conhecer Deus é se conhecer, isto é, que cada pessoa possui uma faísca do divino em si; e 3) uma certa insolência ou arrogância que se revela tanto no estilo de seus evangelhos como no menosprezo que devotam aos opositores ortodoxos, para eles uns "tolos" e "falsos cristãos".


Como se dá o diálogo entre esses pensadores e o cristianismo?

Na verdade esses pensadores –pregadores, lideranças ou escritores- são tão cristãos quanto os que ficaram com o título. O diálogo e debate é intenso e feroz, eles se acusam mutuamente (de ímpios ou tolos) e há mesmo autores que dizem ser impossível imaginar a Igreja sem eles, pois eram a sombra uns dos outros, tamanha a competição, e em pé de igualdade. Dois padres da Igreja escreveram profusamente sobre eles no segundo século, Irineu de Lyon e Tertuliano de Cartago –este último foi tão zeloso em sua campanha que seu purismo acabou levando-o a ser excomungado pela própria Igreja.

Quando Irineu e Tertuliano acusam os gnósticos de "serpentes, escorpiões, devassos", o que lhes incomoda são principalmente dois traços de seus adversários: a imaginação (muitas vezes desenfreada ), e a audácia.

A principal acusação de Irineu era a de que os gnósticos não possuíam "o medo de Deus em seus corações". Para este primeiro teólogo da Igreja, o medo da punição divina era o que forjava um bom cristão, e como os gnósticos não pareciam movidos a medo, sugeriu que o melhor método para tratar estes adversários internos era "ferir fundo a besta". A principal crítica de Tertuliano -além de seu horror ao "despudor" das mulheres que participavam como iguais dos cultos gnósticos- era que estes "dissidentes" misturavam platonismo, isto é, filosofia, com cristianismo, e se permitiam a veleidade de pensar como bem entendiam. A "humanidade" (sic) com que os gnósticos se tratavam, assim como o "atrevimento" de suas mulheres , além da mania petulante deles de "perguntar sobre tudo" eram, segundo Tertuliano, vícios imperdoáveis.

Mas o mais interessante, agora que se pode ler na íntegra as idéias contidas nos manuscritos gnósticos, é notar o quanto a teologia dita ortodoxa nasceu, na verdade, de um empréstimo das idéias gnósticas, viradas do avesso. Por mais que Irineu e Tertuliano abominassem a imaginação gnóstica, foi nela que beberam. A teologia ortodoxa nasce como uma teologia da refutação, em que os éons dos gnósticos foram transformados em anjos, a ignorância (para os gnósticos, fonte de todo mal) virou pecado e a questão do sofrimento humano foi equacionada no livre-arbítrio.


Em que o gnosticismo pode ser importante para as reflexões contemporâneas?

Em uma palavra: no amor à liberdade. Os gnósticos eram ridicularizados e atacados por seus oponentes tanto por seu "excesso de imaginação" , isto é, pela livre interpretação que faziam da mensagem cristã (um de seus críticos dizia que eles empilhavam doutrinas como quartos de aluguel, e que havia tantos gnosticismos quanto membros de uma congregação), quanto por sua excessiva tolerância –eles admitiam que mulheres virassem bispos, adotavam o sistema de funções em rodízio, e achavam que o contato com Deus era direto e não precisava da intermediação de uma casta sacerdotal. A principal lição destes anarquistas espirituais é o elogio da convivência, o gosto pela diferença, e uma profunda antipatia por dogmas e autoridades auto-proclamadas. Numa época como a nossa, em que os fundamentalismos religiosos de todos os matizes ganham terreno, o gnosticismo é uma rara e feliz mostra de que, certa vez, foi possível conciliar o ímpeto pelo sagrado com a autonomia e liberdade de cada indivíduo, deixando os assuntos de Deus a cargo e competência de cada um, em vez de excluir, perseguir e matar coletivamente em Seu nome.


Se alguém procura gnosis, terá que procurar em outro lugar, pois estas instituições não a possuem... ;)


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 Asunto: Re: Gnosis?
NotaPublicado: Lun Dic 29, 2014 10:21 pm 
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Registrado: Lun Dic 29, 2014 6:53 pm
Mensajes: 6
Exato e não adianta procurar UMA gnosis, como a pesquisadora definiu são GRUPOS denominados pelos pesquisadores de Gnósticos.

Haviam os docéticos, eram tipos comunistas, que matavam os ricos para distribuir as riquezas, veja o filme o Nome da Rosa, de Humberto Eco, onde um docético é purificado (queimado) pelos dominicanos, um dos grupos aprovados pelo catoliscismo. Ainda existiram os Carpocrátivos, Basilidianos e os Valentinianos, todos apagados ou melhor retraíram ao ocultismo de suas estranhas práticas.

Tal fato ocorreu com todas as religiões, havia a ortodoxia, que seria a correta, e as alternativas, ou ocultas ou segundo eles as esotéricas, o que me ocorre é que não é o correto pois na ortodoxia há sua parte interna, bem mais interessante, inclusive.

Só como exemplo, do Judaísmo surge a versão interpretativa da Cabala, do Cristianismo os grupos gnósticos, no Islamismo os Sufis, muitas variações surgiram no tempo como a maçonaria (Judaísmo egípcio), rosacrucianismo (Cristianismo), alquimia (Judaísmo), espiritismo (Cristianismo) e na formas mais recentes como Gnosticismo Samaeliano, O.T.O, Rosacruz Antiqua, Rosacruz Amorc, A.A., Ordem de Thule, Ariosofia (nazista), Sociedade Vril (nazi) e milhares de outras.

Realmente tudo isso aponta para uma deficiência do ser humano.

Até as previsões sobre o Messias na Torah, não foram cumpridas por Jesus-Yeshoua, segundo os seguidores do Judaísmo, e também, ele não é considerado algo maior que um profeta, pelos seguidores do Islamismo, pois acreditam que Mohammad é o último profeta, enquanto os Judeus ainda não encerraram a sua leva de heróis do seu "povo".

Particularmente, prefiro o método científico, ainda que muito imperfeito, principalmente no entendimento dos assuntos da vida (biológicos) ou da mente humana (humanidades). Mas pelo menos, pode vir a ser honesto, desde que se saiba manejá-lo, pois, seu preceito psicológico e materialista, restringe um verdadeiro avanço somente aos que possuem mais recurstos instrumentais para utilizá-los, MASSSSSS, caso houver alguma alternativa para conhecer a verdade sem a utilização de instrumentos, apenas com o "PODER DA MENTE", gostaria de saber. Até porque apenas a lógica, a matemática e a filosofia, isoladamente, sem a experimentação empírica, não são suficientes.

Filosofia, ciência e tecnologia - os estágios da verdade. A.C. Correia Neto.


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